Salgueiro
Salgueiro | |||||||||||||
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Salgueiro-chorão | |||||||||||||
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Salgueiro, chorão, sinceiro, vime, vimeiro[1] e salso são os nomes comuns das plantas do género Salix, na família Salicaceae. É um género com perto de 400 espécies distribuídas em climas temperados e frios. Terão aparecido apenas na Era terciária. Inclui plantas de porte muito diverso desde arbustos e pequenas plantas rastejantes, até árvores de porte considerável, geralmente em solos úmidos. Nos parques e jardins, é muito comum o salgueiro-chorão (Salix x chrysocoma, Dode), árvore de ramos longos e pendentes que é um híbrido de salgueiro-branco (Salix alba, L.), muito comum na Europa, com uma espécie oriental (Salix babylonica, L.).
Em Portugal, além do salgueiro-branco, existem outras espécies de salgueiro nativas como o salgueiro-negro (Salix atrocinerea, Brot.).
Índice
1 Etimologia
2 Ambiente
3 Manufatura
4 Tipo de tronco
5 Religião
6 Medicina
7 O salgueiro na cultura
8 Doenças
9 Principais espécies
10 Referências
Etimologia |
O nome latino Salix, ìcis ('salgueiro') é um antigo panromânico [2] - confiram-se as formas salcio (italiano), sauce (francês), salze (catalão), sauce (espanhol), sinceiro (portugês). "Salgueiro" vem do termo latino salicariu[1]. "Sinceiro" vem do termo latino salice, "salgueiro"[1]. "Vime" e "vimeiro" vêm do termo latino vimen[3].
Ambiente |
Desde sempre que o seu potencial ornamental tem sido valorizado pelo ser humano. Na China, tem também sido cultivado com finalidade de proteger áreas agrícolas, como no deserto do Gobi, onde serve de barreira aos ventos do deserto.
Tem sido utilizado, experimentalmente, para recuperar águas poluídas devido à sua capacidade para absorver e transformar poluentes em matéria orgânica.
Manufatura |
A partir dos seus ramos, preparam-se os vimes que tanta importância tiveram tradicionalmente na cestaria e na produção de mobiliário artesanal.
Tipo de tronco |
Tem um tronco muito artistico
Religião |
Já na Bíblia mencionada como uma árvore ribeirinha ( Salmos 137), o salgueiro sempre teve um impacto nas culturas que cresceram em zonas com mata ripícola. Tem grande importância nos rituais judeus da festa das cabanas (Sukkot). De acordo com a lei bíblica (Lev. 23:40), cada judeu tem que juntar quatro espécies da natureza, amarrá-las juntas e abençoá-las. O salgueiro é uma delas. O salgueiro, de acordo com a lei oral do judaísmo, não tem nem cheiro nem gosto e simboliza as pessoas ignorantes e pecadoras do povo de Israel.
Medicina |
A casca do tronco pode ser usada para produção da aspirina; é aliás do nome latino do salgueiro, Salix, que deriva o nome do ácido acetilsalicílico.
O salgueiro na cultura |
Na mitologia romana, o salgueiro era uma árvore consagrada à deusa Juno e tinha propriedades para deter qualquer hemorragia e evitar o aborto.
Na China, era símbolo da imortalidade porque cresce ainda que seja plantada ao contrário. Ainda hoje, na China, decoram-se as portas das casas com folhas de salgueiro, durante o solstício de verão. Para alcançar a imortalidade os ataúdes cobriam-se de folhas de salgueiro. Ainda hoje, nas cerimónias fúnebres, o ataúde vai acompanhado de um ramo de salgueiro com bandeirinhas penduradas. Chama-se Lieu-tsing, ou "bandeira de salgueiro". Os imperadores ofereciam, aos seus cortesãos, durante o dia de Changki, ramas de salgueiro e diziam estas palavras: "Levai-as para evitar os miasmas envenenados ou as pestilências". Atribuíam-lhe, entre outras faculdades, a de curar as chagas (fervendo as folhas na água).
Doenças |
Introduzido em diversas áreas em redor do globo é, contudo, uma espécie susceptível de adquirir diversas doenças das plantas, como a antracnose do salgueiro, causada pelo fungo Marssonina salicicola, especialmente em climas mais úmidos da Europa e América do Norte.
Principais espécies |
O género Salix compreende cerca de 400 espécies:
Salix acutifolia Willd.
Salix aegyptiaca L.
Salix alaxensis (Andersson) Coville
Salix alba L.
Salix alba ssp. vitellina 'Tristis'
Salix amplexicaulis Bory & Chaub.
Salix amygdaloides Andersson
Salix ansoniana J. Forbes
Salix apennina A. K. Skvortsov
Salix apoda Trautv.
Salix appendiculata Vill.
Salix arbuscula L.
Salix arctica Pall.
Salix argyracea E. L. Wolf
Salix arizonica Dorn
Salix armenorossica A. K. Skvortsov
Salix atrocinerea Brot.
Salix aurita L.
Salix babylonica L. - Sauce llorón
Salix balfouriana C. K. Schneid.
Salix barclayi Andersson
Salix bebbiana Sarg.
Salix bicolor Willd.
Salix bikouensis Y. L. Chou
Salix bonplandiana Kunth
Salix brachycarpa Nutt.
Salix breviserrata Flod.
Salix burjatica Nasarow
Salix burqinensis Chang Y. Yang
Salix caesia Vill.
Salix calliantha J.Kern.
Salix canariensis Chr. Sm.
Salix candida Flüggé ex Willd.
Salix cantabrica Rech. f.
Salix capensis Thunb.
Salix capitata Y. L. Chou & Skvortsov
Salix caprea L.
Salix capusii Franch.
Salix carmanica Bornm.
Salix caroliniana Michx.
Salix caspica Pall.
Salix cavaleriei H. Lév.
Salix chaenomeloides Kimura
Salix cinerea L.
Salix cordata Michx.
Salix daphnoides Vill.
Salix discolor Muhl.
Salix drummondiana Barratt ex Hook.
Salix elaeagnos Scop.
Salix eriocephala Michx.
Salix excelsa S. G. Gmel.
Salix exigua Nutt.
Salix fargesii Burkill
Salix floderusii Nakai
Salix fluviatilis Nutt.
Salix foetida Schleich. ex DC.
Salix fragilis L.
Salix gilgiana (Seemen)
Salix glabra Scop.
Salix glauca L.
Salix glaucosericea Flod.
Salix gooddingii C. R. Ball
Salix gordejevii Y. L. Chang & Skvortsov
Salix graciliglans Nakai
Salix gracilistyla Miq.
Salix hastata L.
Salix hegetschweileri Heer
Salix helvetica Vill.
Salix herbacea L.
Salix hookeriana Barratt ex Hook.
Salix humboldtiana Willd.
Salix humilis Marshall
Salix hylematica C. K. Schneid.
Salix integra Thunb.
Salix irrorata Andersson
Salix japonica Thunb.
Salix jessoensis Seemen
Salix koreensis Andersson
Salix koriyanagi Kimura ex Goerz
Salix laggeri Wimm.
Salix lanata L.
Salix lapponum L.
Salix lasiolepis Benth.
Salix lemmonii Bebb
Salix lindleyana Wallace ex Andersson
Salix linearistipularis (Franch.) K. S. Hao
Salix longiflora Andersson
Salix longistamina Z. Wang & P. Y. Fu
Salix lucida Muhl.
Salix luctuosa H. Lév.
Salix magnifica Hemsl.
Salix matsudana Koidz.
Salix maximowiczii Kom.
Salix medwedewii Dode
Salix melanopsis Nutt.
Salix microstachya Turcz.
Salix mielichhoferi Saut.
Salix miyabeana Seemen
Salix moupinensis Franch.
Salix muscina Dode ex Flod.
Salix myricoides Muhl.
Salix myrsinifolia Salisb.
Salix myrsinites L.
Salix myrtilloides L.
Salix neowilsonii W. P. Fang
Salix nigra Marshall
Salix nivalis Hook.
Salix pantosericea Goerz
Salix paraplesia C. K. Schneid.
Salix pauciflora Koidz.
Salix pedicellata Desf.
Salix pellita Andersson
Salix pentandra L.
Salix petiolaris Sm.
Salix phlebophylla Andersson
Salix phylicifolia L.
Salix planifolia Pursh
Salix polaris Wahlenb.
Salix psammophila Z. Wang & Chang Y. Yang
Salix purpurea L.
Salix pyrenaica Gouan
Salix pyrifolia Andersson
Salix pyrolifolia Ledeb.
Salix rehderiana C. K. Schneid.
Salix repens L.
Salix reptans Rupr.
Salix reticulata L.
Salix retusa L.
Salix retusoides J.Kern.
Salix rorida Lacksch.
Salix rosmarinifolia L.
Salix sajanensis Nasarow
Salix salviifolia Brot.
Salix schwerinii E. L. Wolf
Salix scouleriana Barratt ex Hook.
Salix sericea Marshall
Salix serissima (L. H. Bailey) Fernald
Salix serpyllifolia Scop.
Salix silesiaca Willd.
Salix sitchensis C. A. Sanson ex Bong.
Salix siuzevii Seemen
Salix starkeana Willd.
Salix subopposita Miq.
Salix subserrata Willd.
Salix suchowensis W. C. Cheng
Salix sungkianica Y. L. Chou & Skvortsov
Salix taxifolia Kunth
Salix tenuijulis Ledeb.
Salix tetrasperma Roxb.
Salix triandra L.
Salix turanica Nasarow
Salix turfacea G. Haller ex Münchh.
Salix udensis Trautv. & C. A. Mey.
Salix uva-ursi Pursh
Salix variegata Franch.
Salix viminalis L. - Mimbrera
Salix vulpina Andersson
Salix waldsteiniana Willd.
Salix wallichiana Andersson
Salix wilhelmsiana M. Bieb.
Salix wilsonii Seemen
Salix yezoalpina Koidz.
Referências
↑ abc FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 539
↑ Dicionário HOUAISS, verbete sali(c)-
↑ FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 777