Wilma de Faria
Wilma Maria de Faria | |
|---|---|
Wilma de Faria, 2006 | |
Vereadora de Natal | |
| Período | 1 de janeiro de 2017 até 15 de junho de 2017 |
Vice-prefeita de Natal | |
| Período | 1 de janeiro de 2013 até 1 de janeiro de 2017 |
| Prefeito | Carlos Eduardo Alves |
| Antecessor | Paulinho Freire |
| Sucessor | Álvaro Dias |
52.ª Governadora do Rio Grande do Norte | |
| Período | 1 de janeiro de 2003 até 31 de março de 2010 |
| Vice-governador | Antônio Jácome (2003-2007) Iberê Ferreira (2007-2010) |
| Antecessor | Fernando Freire |
| Sucessor | Iberê Ferreira |
38.ª Prefeita de Natal | |
| Período | 1 de janeiro de 1997 até 5 de abril de 2002 |
| Vice-prefeito | Marcílio Carrilho (1997-2000) Carlos Eduardo Alves (2001-2002) |
| Antecessor | Aldo Tinoco |
| Sucessor | Carlos Eduardo Alves |
36.ª Prefeita de Natal | |
| Período | 1 de janeiro de 1989 até 1 de janeiro de 1993 |
| Vice-prefeito | Ney Lopes |
| Antecessor | Garibaldi Alves Filho |
| Sucessor | Aldo Tinoco |
Deputada Federal pelo Rio Grande do Norte | |
| Período | 1 de fevereiro de 1987 até 1 de janeiro de 1989 |
Secretária Estadual do Trabalho e Bem-Estar Social do Rio Grande do Norte | |
| Período | 15 de março de 1983 até 1985 |
Governador | José Agripino Maia |
33.ª Primeira-dama do Rio Grande do Norte | |
| Período | 15 de março de 1979 até 14 de maio de 1982 |
Governador | Lavoisier Maia |
| Antecessor | Teresa Maia |
| Sucessor | Anita Maia |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 17 de fevereiro de 1945 Mossoró, Rio Grande do Norte |
| Morte | 15 de junho de 2017 (72 anos) Natal, Rio Grande do Norte |
| Nacionalidade | brasileira |
| Cônjuge | Lavoisier Maia (1959–1991) |
| Partido | ARENA (1965–1980) PDS (1980–1988) PDT (1988–1994) PSB (1994–2016) PTdoB (2016–2017) |
| Profissão | Professora |
Wilma Maria de Faria (Mossoró, 17 de fevereiro de 1945 – Natal, 15 de junho de 2017) foi uma professora e política brasileira. Foi a primeira mulher a governar o estado do Rio Grande do Norte e era vereadora em Natal até a data de sua morte. Foi filiada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) durante mais de 20 anos, estando filiada ao Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB) no último ano de sua vida.
Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde foi professora do Departamento de Educação do Centro de Ciências Sociais Aplicadas, ela licenciou-se para exercer o cargo de Governadora.
Sendo filha de Morton Mariz de Faria, Wilma era neta de Paulina Engrácia de Medeiros Mariz, que era a irmã mais velha do ex-governador Dinarte de Medeiros Mariz. Era prima legítima do Ministro do Superior Tribunal de Justiça Gurgel de Faria.
Índice
1 Carreira política
1.1 Primeira-dama do Rio Grande do Norte
1.2 Deputada federal
1.3 Prefeita de Natal
1.4 Governadora do Rio Grande do Norte
1.5 Candidatura ao senado em 2010
1.6 Vice-prefeita de Natal
1.7 Candidatura ao senado em 2014
1.8 Vereadora de Natal
2 Morte
3 Referências
4 Ver também
Carreira política |
Primeira-dama do Rio Grande do Norte |
Wilma de Faria iniciou sua vida pública em 1979 ao se tornar primeira-dama do Rio Grande do Norte, sendo nomeada para a presidência do MEIOS – Movimento de Integração e Orientação Social - pelo Governador do Estado, à época, seu marido, Lavoisier Maia. Enquanto esteve casada, atendia pelo nome de Wilma Maia.
Deputada federal |
Em 1983, Wilma de Faria assume a Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social durante o primeiro governo de José Agripino Maia, cargo do qual se desvencilhou em 1985 quando, filiada ao PDS, disputa a sua primeira eleição e perde a prefeitura de Natal para o então deputado estadual Garibaldi Alves Filho. Em 1986, é eleita deputada federal, pelo número 1111, e atua na Assembleia Constituinte. Seus votos em temas relacionados a direitos sociais e dos trabalhadores fizeram-na figurar entre os deputados nota 10, distinção concedida pelo Departamento Intersindical de Assuntos Parlamentares (DIAP).
Prefeita de Natal |
Em 1988, Wilma já estava filiada ao PDT e vence a eleição para a prefeitura de Natal cumprindo um mandato de quatro anos ao final do qual, com a sua popularidade em alta, consegue eleger Aldo Tinoco como seu sucessor em 1992 quando já estava separada de Lavoisier Maia, fato esse que culminou no seu ingresso ao PSB. Em 1994, disputa a eleição para governador e fica em quarto lugar. Em 1996, já rompida politicamente com Tinoco, volta a disputar a Prefeitura de Natal com o apoio de José Agripino Maia e vence novamente.
Governadora do Rio Grande do Norte |
Antonio Banderas, Marisa Letícia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Melanie Griffith e Wilma de Faria
Em 1999, rompe politicamente com José Agripino Maia e em 2000 recebe o apoio do então governador Garibaldi Alves Filho na sua reeleição para a Prefeitura de Natal. Em abril de 2002, renuncia à prefeitura para disputar o governo do estado, sendo eleita com 820.541 votos, correspondentes a 61,05% dos votos válidos.
Em 2006, candidata-se à reeleição para governadora, junto com o parceiro de chapa, Iberê Ferreira de Sousa. Numa disputa histórica com Garibaldi Alves, venceu no segundo turno com 824.101 votos, correspondentes 52,38% dos votos válidos.
Em 2008 através da Operação Hígia da Polícia Federal viu seu filho, Lauro Maia Neto, ser preso junto com outros integrantes do governo suspeitos de desviar R$ 36 milhões.[1][2]
Entre 14 e 17 julho de 2018 uma pesquisa Ibope/ Tribuna do Norte consultou 812 eleitores sobre quem teria sido o melhor governador do Rio Grande do Norte nos últimos 30 anos (Desde 1987). Wilma foi citada por 30% dos entrevistados, em seguida, Garibaldi Alves Filho (20%), na terceira colocação José Agripino Maia com 17%. Ainda segundo a pesquisa Ficam Geraldo Melo (11%), Rosalba Ciarlini (6%), Robinson Faria com 2%. Nesta sondagem 5% dos entrevistados não indicam nenhum e 8% não sabem.[3]
Candidatura ao senado em 2010 |
Ao fim de março de 2010, Wilma de Faria decidiu renunciar ao governo do Rio Grande do Norte e deixá-lo a cargo de seu vice, Iberê Ferreira, para que pudesse se candidatar a senadora nas eleições gerais de 3 de outubro do mesmo ano. Em 31 de março de 2010, Wilma renunciou oficialmente ao governo do Estado.[4]
Foi a 3ª colocada nas eleições em 2010 para senadora com 651.358 votos (21,89% dos válidos), tendo sido derrotada pelo peemedebista Garibaldi Alves Filho – o 1° colocado, reeleito com 1.042.272 votos (35,03% dos válidos) – e pelo democrata José Agripino – o 2° colocado, reeleito com 958.891 votos (32,23% dos válidos).
Vice-prefeita de Natal |
Na eleição municipal de Natal em 2012, Wilma de Faria era apontada como uma das principais candidatas a prefeita de Natal, pelo PSB. Em maio daquele ano, no entanto, desistiu de se candidatar à prefeitura para que seu partido apoiasse a candidatura de Carlos Eduardo Alves, do PDT.[5] Em junho, o apoio foi concretizado com a confirmação de que Wilma sairia como candidata a vice-prefeita na chapa de Carlos Eduardo.[6] Na eleição de 7 de outubro, Carlos Eduardo foi para o segundo turno contra Hermano Moraes, do PMDB, vindo a se eleger prefeito de Natal no segundo turno, em 28 de outubro. Dessa forma, Wilma foi eleita vice-prefeita da cidade.[7]
Candidatura ao senado em 2014 |
Em 2014 tentou uma vaga para o senado com o apoio das oligarquias Alves, Rosado e Maia, que também apoiavam o candidato derrotado ao governo do Estado, Henrique Eduardo Alves. Não sendo eleita, ficou em segundo lugar com 636.896 (43.23%) dos votos, perdendo para a então deputada federal do PT, Fátima Bezerra que obteve 808.055 (54.84%) dos votos.
Vereadora de Natal |
Em 2016, a ex-governadora deixou o PSB após perder a presidência estadual para o deputado federal Rafael Motta, decidindo então se filiar ao PTdoB, legenda que era presidida pelo deputado estadual Carlos Augusto Maia, recém-filiado ao PCdoB. Assim, o comando da legenda passou a ser dela. Candidatou-se a vereadora em Natal, pelo número 70.111 e foi eleita com 4 421 votos na chapa PTdoB/PSDB que era encabeçada pela candidata a prefeita, sua filha Márcia Maia.
Wilma assumiu a cadeira de vereadora em 1 de janeiro de 2017. Em 18 de abril, no entanto, afastou-se temporariamente para conduzir o tratamento de um câncer, sendo substituída pelo suplente Dickson Júnior, do PSDB.[8]
Morte |
Wilma de Faria morreu em 15 de junho de 2017, aos 72 anos, na Casa de Saúde São Lucas, em Natal, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Wilma também foi vítima de um câncer no sistema digestório, diagnosticado dois anos antes.
Seu corpo foi velado na Catedral Metropolitana de Natal. Seu corpo foi enterrado no cemitério Morada da Paz.[9]
Referências
↑ «PF prende filho da governadora do RN suspeito de fraude»
↑ «Governadora se diz "surpresa" com prisão de seu filho»
↑ Citação vazia (ajuda)
↑ Wilma comunica renúncia e Iberê assumirá governo
↑ Tribuna do Norte. «Wilma oficializa hoje que não é candidata à Prefeitura». 23 de maio de 2012. Consultado em 20 de outubro de 2012
↑ Tribuna do Norte. «Wilma confirma que será vice de Carlos Eduardo». 23 de junho de 2012. Consultado em 20 de outubro de 2012
↑ G1 RN (28 de outubro de 2012). «Carlos Eduardo é eleito prefeito de Natal». G1.globo.com. Consultado em 3 de janeiro de 2013
↑ Tribuna do Norte (18 de abril de 2017). «Wilma de Faria se afasta da Câmara Municipal de Natal para tratamento de saúde». Tribunadonorte.com.br. Consultado em 16 de junho de 2017
↑ Tribuna do Norte (16 de junho de 2017). «Morre ex-governadora Wilma de Faria». Tribunadonorte.com.br. Consultado em 16 de junho de 2017
Ver também |
- Lista de prefeitos de Natal
- Lista de governadores do Rio Grande do Norte
| Precedido por Teresa Maia | Primeira-dama do Estado do Rio Grande do Norte 1979 - 1982 | Sucedido por Anita Maia |
| Precedido por Garibaldi Alves Filho | Prefeita de Natal 1989 - 1992 | Sucedido por Aldo Tinoco |
| Precedido por Aldo Tinoco | Prefeita de Natal 1997 - 2002 | Sucedido por Carlos Eduardo Nunes Alves |
| Precedido por Fernando Freire | Governadora do Rio Grande do Norte 2003 - 2010 | Sucedido por Iberê Ferreira |
| Precedido por Paulinho Freire | Vice-prefeita de Natal 2013 - 2016 | Sucedido por Álvaro Dias |