Menometrorragia






















Menometrorrhagia


Ciclo menstrual

Especialidade

ginecologia
Classificação e recursos externos

CID-10

N92.1

CID-9

626.2

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Menometrorragia (Do grego antigo, meno-, mês; mētra, útero, + -rrhagia, fluxo excessivo) é um transtorno ginecológico caracterizado por frequentes sangramentos uterinos prolongados (mais de 8 dias) ou excessivos (mais de 80ml) em períodos irregulares. [1]Logo, uma metrorragia(sangramento uterino excessivo fora do período menstrual) e menorragia (sangramento excessivo durante a menstruaçao) simultaneamente. Afeta até 24% das mulheres entre 40 e 55 anos (perimenopausa).[2]




Índice






  • 1 Causas


  • 2 Sinais e sintomas


  • 3 Diagnóstico


  • 4 Tratamento


  • 5 Referências





Causas |


Existem diversas possíveis causas[3]:



  • Problemas na estrutura uterina: pólipos uterinos, endometriose, adenomiose, leiomioma ou adenocarcinoma de endométrio.[4]

  • Transtornos da coagulação sanguínea: como deficiência de protrombina, doses excessivas de aspirina e doença de von Willebrand;


  • Ciclo anovulatório: mais comuns em jovens poucos anos após a menarca. O estrogênio torna o endométrio espesso, mas sem ovulação, não há progesterona para induzir a fase secretora do ciclo. Como resultado, o endométrio fica mais espesso, torna-se instável;


  • Cirrose: quando o fígado é ineficiente no metabolismo do estrogênio.

  • Complicações relacionadas à gravidez: pode-se somar aos problemas da estrutura uterina e a problemas endócrinos que resultam em aborto espontâneo.

  • Desequilíbrio entre os níveis de estrogênio e progesterona: Ovários poliquísticos, dose inadequada de anticoncepcional.


  • Hipotiroidismo: 50 a 200 mg de levotiroxina durante 3-6 meses.


As causas sao as mesmas das menorragia e de metrorragia, frequentemente indicando casos mais graves.



Sinais e sintomas |


Um ciclo menstrual normal é de 21-35 dias de duração, com sangramento com duração média de 5 dias e fluxo sanguíneo total entre 25 e 80 mL. Na menometrorragia o fluxo menstrual total é mais de 80ml por ciclo, suficiente para enxarcar um tampão em menos de 2 horas ou dura mais de 8 dias. Ocorre tanto durante a menstração quanto fora do período do menstrual.[5]


Dor cólica abdominal fora do período menstrual indica tumor uterino ou ovárico. Aumento da quantidade de pelos e acne indicam problemas endócrinos. Sintomas prémenstruais indicam que é ovulatório.[6]


Podem complicar com anemia ferropênica, dismenorreia dolorosa e infertilidade.[3]



Diagnóstico |


O diagnóstico começa com exames para investigar uma possível gravidez ou câncer de útero, enquanto que as investigações envolvem analisar o útero com ultrassom com instilação de solução salina, histeroscopia, biópsia ou/e ressonância magnética para detectar problemas estruturais e hormonais. Exames do tempo de coagulação, como tempo de protrombina, também são recomendados.[3]



Tratamento |


No útero menometrorrágico, inibidores de tromboxano (prostaciclinas) são produzidos em grandes quantidades. Os Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como diclofenaco e buspirona impedem a formação adicional de prostaciclinas promovendo assim a função dos tromboxanos e diminuindo o fluxo de sangrado menstrual. Também servem como analgésicos.[7]


Moduladores Seletivos dos Receptores de Progesterona (SPRM) atuam nos vasos sanguíneos do útero diminuindo o fluxo sanguíneo menstrual sem afetar os fatores angiogênicos e composição da matriz extracelular. [8]


Terapia hormonal podem ser feitos com contraceptivos orais ou intravenosos de estrógeno ou progesterona. Essa opção é contraindicada em caso de alto risco de câncer, trombose ou em caso de insuficiência hepática.


Em alguns casos é recomendado cirurgia para remover tumores, fazer dilatação e curetagem ou ablação do endometrio. Esses tratamentos são temporários e com risco considerável de reincidência. Em mulheres que não querem ter mais filhos ou com alto risco de câncer pode-se optar por remover parte ou todo o útero (histerectomia).[9]



Referências




  1. men·o·me·tror·rha·gi·a. Farlex Partner Medical Dictionary © Farlex 2012


  2. Donnez, J. (2011). "Menometrorrhagia during the premenopause: An overview". Gynecological Endocrinology. 27: 1114–1119. [1]


  3. abc Menometrorrhagia. http://emedicalhub.com/menometrorrhagia/


  4. Hall JE & Nieman LK, Handbook of Diagnostic Endocrinology, Humana Press Inc. 2003, p 314


  5. Munro, Malcolm G.; Critchley, Hilary O. D.; Broder, Michael S.; Fraser, Ian S. (2011-04-01). "FIGO classification system (PALM-COEIN) for causes of abnormal uterine bleeding in nongravid women of reproductive age". International Journal of Gynecology & Obstetrics. 113 (1): 3–13. doi:10.1016/j.ijgo.2010.11.011. ISSN 1879-3479. PMID 21345435.


  6. Janet A. Staessen, MD, PhD. Menorrhagia. ArmMed Media 2011. http://www.health.am/gyneco/more/menorrhagia/


  7. Menorrhagia Treatment. http://emedicine.medscape.com/article/255540-medication#2


  8. Current and future medical treatments for menometrorrhagia during the premenopause. http://informahealthcare.com/doi/abs/10.3109/09513590.2012.638754


  9. Boston Scientific. Heavy Menstrual Bleeding. http://www.bostonscientific.com/en-US/health-conditions/heavy-menstrual-bleeding.html




























































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