Convulsão









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Exame de Ressonância Magnética.


Convulsão é uma manifestação de um fenômeno eletrofisiológico anormal temporário que ocorre no cérebro (descarga bioenergética) e que resulta numa sincronização anormal da atividade elétrica neuronal. Estas alterações podem reflectir-se a nível da tonicidade muscular (gerando contrações involuntárias da musculatura, como movimentos desordenados, ou outras reações anormais como desvio dos olhos e tremores), alterações do estado mental, ou outros sintomas psíquicos.[1]


Dá-se o nome de epilepsia à síndrome médica na qual existem convulsões recorrentes e involuntárias, embora possam ocorrer convulsões em pessoas que não sofrem desta condição médica.




Índice






  • 1 Sintomas das convulsões


  • 2 Tipos de convulsão


  • 3 Principais causas de convulsão


  • 4 Convulsão febril


  • 5 Procedimentos durante uma crise convulsiva


    • 5.1 O que não fazer durante e após uma crise convulsiva




  • 6 Tratamento


  • 7 Ver também


  • 8 Referências





Sintomas das convulsões |



  • A crise convulsiva é generalizada quando há movimentos de braços e pernas, desvio dos olhos e liberação dos esfínteres associada à perda da consciência. É também chamada de "grande mal".

  • É denominada focal simples, quando as contrações acontecem em um membro do corpo (braço ou perna) e não fazem com que a pessoa perca a consciência. Se houver perda da consciência associada à contração de apenas um membro, dá-se o nome de "focal complexa".

  • As crises podem se apresentar ainda como uma "moleza" generalizada no corpo da pessoa; estas são as crises atônicas.

  • A crise de ausência se caracteriza pela perda da consciência, em geral sem quedas e sem atividade motora. A pessoa fica com o “olhar perdido” por alguns momentos.

  • As crises menores podem ser chamadas de "pequeno mal".



Tipos de convulsão |


As convulsões generalizadas podem ser subdivididas:



  • De ausência: geralmente ocorrem em crianças. Como o nome implica, a pessoa fica ausente do mundo consciente por um breve período.

  • Clônicas: causam convulsões ou movimentos involuntários em ambos os lados do corpo.

  • Mioclônicas: envolvem os movimentos involuntários na parte superior do corpo e dos membros.

  • Tônicas: resultam na contração súbita dos músculos. Essas convulsões são mais comuns durante o sono.

  • Atônicas: envolvem a perda do controle muscular, fazendo a pessoa desmaiar ou cair.

  • Tônico-clônicas: envolvem uma combinação dos sintomas das convulsões tônicas e clônicas.



Principais causas de convulsão |


São várias as causas que podem levar à convulsão, sendo as principais:



  • Acidentes de carro, quedas e outros traumas na cabeça(TCE);


  • Meningite;


  • Desidratação grave;

  • Intoxicações ou reações a medicamentos;

  • Hipoxemia perinatal (falta de oxigênio aos recém nascidos em partos complicados);


  • Hipoglicemia (baixa glicose no sangue);


  • Epilepsias (crises convulsivas repetitivas não relacionadas à febre nem a outras causas acima relacionadas; têm forte herança familiar);


  • Convulsão Febril (causada por febre);

  • Tumores (primitivos ou metastáticos);


  • Eclâmpsia.


É importante reforçar que a convulsão não é transmissível (não se “pega”), não havendo motivo para evitar contato com pessoas que sofreram algum distúrbio convulsivo ou discriminá-las. Também deve ser lembrado que há outras causas de convulsões além da epilepsia (citadas acima).



Convulsão febril |


A convulsão febril é o distúrbio convulsivo mais comum na infância. Acomete de 2 a 5% das crianças até cinco anos de idade. Ela é definida como "uma crise que ocorre na infância, geralmente entre três meses e cinco anos de idade, associada a febre, mas sem evidência de infecção intracraniana (como meningite) ou de doença neurológica aguda (trauma, tumor)". Normalmente não deixa sequelas, raramente ocorre mais de três vezes e desaparece após os cinco anos de idade. A crise febril normalmente é generalizada e ocorre durante a rápida elevação da febre.



Procedimentos durante uma crise convulsiva |


A crise convulsiva costuma ser um momento muito estressante. A primeira coisa que deve se ter em mente é que a maioria das crises dura menos que cinco minutos e que a mortalidade durante a crise é baixa. Assim, deve-se manter a calma para que se possa ajudar a pessoa.


Medidas protetoras que devem ser tomadas no momento da crise:



  • Deitar a pessoa (caso ela esteja de pé ou sentada), evitando quedas e traumas;

  • Remover objetos (tanto da pessoa quanto do chão), para evitar traumas;

  • Afrouxar roupas apertadas;

  • Proteger a cabeça da pessoa com a mão, roupa, travesseiro;

  • Lateralizar a cabeça para que a saliva escorra (evitando aspiração);

  • Limpar as secreções salivares, com um pano ou papel, para facilitar a respiração;

  • Observar se a pessoa consegue respirar;

  • Afastar os curiosos, dando espaço para a pessoa;

  • Reduzir estimulação sensorial (diminuir luz, evitar barulho);

  • Permitir que a pessoa descanse ou até mesmo durma após a crise;

  • Procurar assistência médica.


Se possível, após tomar as medidas acima, devem-se anotar os acontecimentos relacionados com a crise. Deve-se registrar:



  • Início da crise;

  • Duração da crise;

  • Eventos significativos anteriores à crise;

  • Se há incontinência urinária ou fecal (eliminação de fezes ou urina nas roupas);

  • Como são as contrações musculares;

  • Forma de término da crise;

  • Nível de consciência após a crise.



O que não fazer durante e após uma crise convulsiva |


Várias medidas erradas são comumente realizadas no socorro de uma pessoa com crise convulsiva. Não deve ser feito:



  • NÃO se deve imobilizar os membros (braços e pernas), deve-se deixá-los livres;

  • NÃO tentar balançar a pessoa. Isso gera falta de ar.

  • NÃO coloque os dedos dentro da boca da pessoa, involuntariamente ela pode feri-lo.

  • NÃO dar banhos nem usar compressas com álcool caso haja febre pois há risco de afogamento ou lesão ocular pelo álcool;

  • NÃO medique, mesmo que tenha os medicamentos, na hora da crise, pela boca. Os reflexos não estão totalmente recuperados, e pode-se afogar ao engolir o comprimido e a água;

  • Se a convulsão for provocada por acidente ou atropelamento, não retire a pessoa do local, atenda-a e aguarde a chegada do socorro médico.

  • NÃO realizar atividades físicas pelo menos até 48 horas após a crise convulsiva.



Tratamento |


Medicamentos usados para prevenir crises convulsivas:




  • Carbamazepina (1a linha para tratar ausências)


  • Valproato (1a linha para epilepsia generalizada ou parcial)


  • Diazepam (usado para prevenir convulsão em pacientes sem epilepsia)


  • Etossuximida (poucos efeitos colaterais)


  • Gabapentina (bom efeito analgésico)


  • Lamotrigina (excelente em combinação com outros)


  • Fenobarbital (usado quando benzodiazepinas não funcionam)


  • Fenitoína (primeiro anticonvulsivante inventado)

  • Primidona

  • Topiramato



Ver também |


  • Epilepsia


Referências




  1. Ataque epilético no ‘Programa do Gugu’, Yahoo!, com vídeo, acessado em 18 de junho de 2012



  • Portal da saúde



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