Amoníaco





Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Amônio.






































































































































Amoníaco
Alerta sobre risco à saúde

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Nome IUPAC
Amônia
Outros nomes
Nitreto de Hidrogênio
Spirit of Hartshorn
Nitro-Sil
Vaporole [1]
Identificadores

Número CAS

7664-41-7

PubChem

222

Número RTECS
BO0875000

SMILES



InChI

1/H3N/h1H3

Propriedades

Fórmula molecular
NH3

Massa molar
17.0306 g/mol
Aparência
Gás incolor com forte odor pungente.

Densidade
0.6942 [2]
0,639 kg·m−3 (líquido a 0 °C, 4,294 bar) [3]

Ponto de fusão

−77,7 °C[4]



Ponto de ebulição

−33 °C[4]



Solubilidade em água
541 g·l−1 (20 °C)[4]

Pressão de vapor
8573 hPa (20 °C)[4]

Acidez (pKa)
9,24 (NH3/NH4+, em água)[5]
23 (NH2−/NH3, em água)[6]
41 (em DMSO)[7]

Basicidade (pKb)
4.75 (reação com H2O) [carece de fontes?]
Estrutura

Forma molecular

Piramidal

Momento dipolar
1.42 D
Termoquímica

Entalpia padrão
de formação ΔfHo298
−46,1 kJ·mol−1[8]
Riscos associados
Principais riscos
associados
Gás tóxico, cáustico, corrosivo

NFPA 704


NFPA 704.svg

1

3

0

 



Frases R

R10, R23, R34, R50
S1/2, S16, S36/37/39,
S45, S61

Ponto de fulgor
Nenhum[9]

Temperatura
de auto-ignição
651 °C

LD50
20 ppm (Homem, TCLo, Inh.)[10]
0,015 ml·kg−1 (Homem, TDLo, oral)[11]
5000 ppm·5 min−1 (Homem, LCLo, Inh.)[12]
4230 ppm·1 h−1 (Camundongo, LC50, Inh.)[13]
2000 ppm·4 h−1 (Rato, LC50, Inh.)[14]
Compostos relacionados
Outros aniões/ânions

Hidróxido de amônio (NH4OH)
Cloreto de amônio (NH4Cl)
Água
Fosfina (PH3)
Metano
Outros catiões/cátions

Amida de sódio
compostos de hidrogênio e nitrogênio relacionados

íon amônio (NH4+)
Hidrazina (N2H4)
Ácido hidrazóico (HN3)
Compostos relacionados

Hidroxilamina
Cloramina
Metilamina

Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.


O amoníaco (português europeu) ou amônia (português brasileiro) é um composto químico constituído por um átomo de nitrogênio (N) e por três átomos de hidrogênio (H). Estes átomos distribuem-se numa geometria molecular piramidal trigonal e a fórmula química do composto é NH3.




Índice






  • 1 Geometria


  • 2 Obtenção


  • 3 Aplicações


    • 3.1 Amoníaco na refrigeração


      • 3.1.1 História


      • 3.1.2 Vantagens






  • 4 O amoníaco e o Homem


  • 5 Meio Ambiente


  • 6 Referências


  • 7 Ligações externas





Geometria |



A molécula não é plana, apresentando geometria piramidal com angulação de aproximadamente 107,8º. Esta geometria ocorre devido à formação de orbitais híbridos sp³. Em solução aquosa, comporta-se como uma base, originando um Íon amónio, NH4+, com um átomo de hidrogênio em cada vértice do tetraedro.




Uma molécula de amônia com representação de suas nuvens eletrônicas.



Obtenção |



Ver artigo principal: Síntese do amoníaco

Atualmente, o processo de Haber-Bosch (cujo desenvolvimento valeu a Fritz Haber e a Carl Bosch o Prémio Nobel da Química de 1918 e 1931, respectivamente) é o mais importante método de obtenção de amoníaco. Neste processo os gases nitrogênio e hidrogênio são combinados diretamente a uma pressão de 20 MPa e a uma temperatura de 500°C, utilizando o ferro como catalisador. A reação de síntese do amoníaco pode ser representada quimicamente por:



N2(g) + 3 H2(g) ⇄ 2 NH3(g)

A reação é uma reação de equilíbrio químico altamente exotérmica no sentido direto (direção de produção de amoníaco.
Para a reação, o nitrogênio é obtido do ar atmosférico, previamente destilado fracionadamente e o hidrogênio é produzido a partir do gás natural.


O amoníaco pode ser, também, produzido através da reação do sal amoníaco com hidróxido de sódio, seguida de um aquecimento para que se liberte o amoníaco, sob a forma de gás. A reação do processo está descrita abaixo:


NH4Cl(aq) + NaOH(aq) → NH4OH(aq) + NaCl(aq)


NH4OH(aq) + CALOR → NH3(g) + H2O(g)



Aplicações |


Muito usado em ciclos de compressão (refrigeração) devido ao seu elevado calor de vaporização e temperatura crítica. Também é utilizado em processos de absorção em combinação com a água.[carece de fontes?]


O amoníaco e os seus derivados (ureia, nitrato de amônio, entre outros) são usados na agricultura, como fertilizantes e encontram-se, geralmente, na composição de produtos de limpeza. Outro importante derivado do amoníaco é o ácido nítrico.



Amoníaco na refrigeração |


O amoníaco utiliza-se como refrigerante há mais de 120 anos e, por isso, as suas propriedades e aplicações são bastante conhecidas. No entanto, é devido a certos inconvenientes que esta substância apresenta, no que respeita à segurança, quanto ao uso do amoníaco, limita-se exclusivamente a grandes fábricas e indústrias que necessitam do uso deste composto.



História |


O amoníaco foi reconhecido como refrigerante em 1860 quando o francês Ferdinand Carre criou um sistema de refrigeração do tipo “absorção”, onde se utilizava o amoníaco como refrigerante e a água como agente de absorção. Aproximadamente uma década depois, o americano David Byle desenvolveu um compressor que se podia usar com amoníaco.


Ambas estas técnicas se vieram a desenvolver posteriormente, sendo que a estrutura básica do compressor elaborada em 1870 ainda se utiliza e está diretamente relacionada com a refrigeração atual do amoníaco.


É de salientar que a amônia foi substituída pelos clorofluorcarbonetos (CFC's) nos anos trinta do século XX, pois o seu destino era outro. Servia para o combate, nomeadamente na fabricação de armas e explosivos. Mas recentemente voltou a ganhar “o papel principal” nos processos de arrefecimento, pois os CFCs causam um enorme dano à camada de ozônio.



Vantagens |


Como fluido usado na refrigeração, o amoníaco apresenta numerosas características e vantagens, sendo as mais importantes as seguintes:



  • Possui boas propriedades termodinâmicas, de transferência, de calor e de massa, em particular dentro das condições definidas pelos serviços e o rendimento das máquinas utilizando amoníaco é dos melhores.

  • É quimicamente inerte para os elementos dos circuitos frigoríficos, com exceção do cobre.

  • O amoníaco não se mistura com o óleo lubrificante.

  • É facilmente detectável em caso de fuga por apresentar um odor pungente muito característico, desta forma, é muito difícil ter uma falha de circuito.

  • O amoníaco é fabricado para muitos mais usos além da refrigeração, o que permite a manutenção do seu preço baixo e acessível. Em qualquer caso, o preço do amoníaco é muito inferior ao custo total da maioria dos outros refrigerantes e para além disso, quantidades inferiores permitem o mesmo efeito.


Estas características fazem com que o amoníaco entre num mercado muito competitivo em termos de empresas, fábricas e máquinas de refrigeração.



O amoníaco e o Homem |


O amoníaco é utilizado em circuitos frigoríficos há mais de um século, em máquinas de compressão mecânica de potências médias e grandes (estima-se que no Mundo inteiro existam 300.000 instalações a compressão de amoníaco), e em máquinas frigoríficas de pequenas potências (refrigeradores e frigoríficos domésticas) e a grande potência (em especial para a recuperação de calor industrial).


O amoníaco é uma substância produzida em grandes quantidades por sociedades químicas.
Fica queimado quando a condensação do ar atinge valores entre 16 e 25% e é inflamável quando atinge a temperatura de 651°C.
Estes dois valores mostram que o risco de inflamação da amônia é muito limitado.
São estas características que fazem do amoníaco uma substância muito útil na área da refrigeração.
A título de curiosidade pode também referir-se que o amoníaco está também presente nos sistemas de refrigeração e controle térmico nas estações espaciais.


Apesar das vantagens, o amoníaco apresenta também alguns riscos:



  • Ingestão: Perigoso. Os sintomas incluem náusea e vômitos, causando danos aos lábios, boca e esófago.

  • Inalação: Os vapores são extremamente irritantes e corrosivos.

  • Pele: Soluções concentradas podem produzir queimaduras severas e necroses.

  • Olhos: Pode causar danos permanentes, inclusive em quantidades pequenas.


  • Urina humana: A urina é normalmente estéril quando é expelida e tem apenas um vago odor. O cheiro desagradável de urina deteriorada deve-se à ação de bactérias que provocam libertação de amônia.



Meio Ambiente |


O amoníaco é facilmente biodegradável. As plantas o absorvem com muita facilidade, sendo um nutriente muito importante como fornecedor de nitrogênio pra produção de compostos orgânicos nitrogenados e oxigênio. Em concentrações muito altas, por exemplo, na água de consumo, pode causar danos graves, já que o amoníaco interfere no transporte do oxigênio pela hemoglobina, entre outros efeitos nefastos. Os organismos necessitam, nesse caso, de manter uma baixa concentração de amoníaco que, caso contrário torna-se particularmente tóxico.



Ver artigo principal: Desintoxicação de amoníaco


Referências




  1. ↑ (em inglês) Informação de Ammonia no livro web NIST http://webbook.nist.gov/cgi/cbook.cgi?Name=Ammonia Informação de Ammonia no livro web NIST Verifique valor |url= (ajuda). Consultado em 7 de maio de 2007.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda); Em falta ou vazio |título= (ajuda)


  2. ↑ (em inglês) Livro Web de Química NIST%5d (site web do Instituto Nacional de Estándares e Tecnologia dos Estados Unidos) URL http://webbook.nist.gov/cgi/fluid.cgi?Action=Load&ID=C7664417&Type=IsoTherm&PLow=0.9&PHigh=1.1&PInc=0.1&T=25&RefState=DEF&TUnit=C&PUnit=bar&DUnit=kg%2Fm3&HUnit=kJ%2Fmol&WUnit=m%2Fs&VisUnit=uPa*s&STUnit=N%2Fm Livro Web de Química NIST] (site web do Instituto Nacional de Estándares e Tecnologia dos Estados Unidos) URL Verifique valor |url= (ajuda). Consultado em 15 de maio de 2007  Em falta ou vazio |título= (ajuda)


  3. ↑ National Institute of Standards and Technology: Thermophysikal Properties of Fluid Systems. http://webbook.nist.gov/chemistry/fluid/ aufgerufen am 1. März 2010.


  4. ↑ abcd Registo de Ammoniak na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 28 de Junho de 2008.


  5. ↑ R. Williams: pKa-Data. eingesehen am 9. August 2009 (PDF).


  6. ↑ Meyer Christen: Grundlagen der allgemeinen und anorganischen Chemie. Diesterweg, 1997, ISBN 978-3-79355493-6.


  7. ↑ Frederick G. Bordwell, George E. Drucker, Herbert E. Fried: Acidities of Carbon and Nitrogen Acids: The Aromaticity of the Cyclopentadienyl Anion. In: J. Org. Chem. 46, 1981, S. 632–635 (doi:10.1021/jo00316a032).


  8. ↑ PAETEC Formelsammlung. Ausgabe 2003, S. 116.


  9. ↑ «MSDS Sheet] da Companhia de Serviços W.D.» (PDF) (em inglês) 


  10. ↑ Archiv für Gewerbepathologie und Gewerbehygiene. Vol. 13, 1955, S. 528.


  11. ↑ American Journal of Emergency Medicine. Vol. 3, 1985, S. 320.


  12. ↑ Tabulae Biologicae. Vol. 3, Pg. 231, 1933.


  13. ↑ Federation Proceedings. In: Federation of American Societies for Experimental Biology. Vol. 41, 1982, S. 1568.


  14. ↑ W. B. Deichmann: Toxicology of Drugs and Chemicals. Academic Press, Inc., New York 1969, S. 607.



Ligações externas |



  • A síntese da amônia: alguns aspectos históricos ; Aécio Pereira Chagas - www.scielo.br


  • Hazardous Chemical Database. - ull.chemistry.uakron.edu (em inglês)




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