Padrão (Descobrimentos)









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Os padrões são colunas de pedra com as armas portuguesas e uma inscrição, tendo no topo as quinas portuguesas, destinados a afirmar a soberania portuguesa no local onde eram depostos. Diogo Cão colocou o Padrão de S. Agostinho[1] e o de S. Jorge, respectivamente no Cabo de Santa Maria (13º27'S de latitude) e na foz do rio Zaire. Colocou ainda um padrão no Cabo Negro (15º40'S) e outro no Cabo da Cruz (na Namíbia) onde chegou em 1485. A primeira destas viagens teria sido realizada em 1482.




Padrão de Diogo Cão no Cabo Negro (Angola).


Com o mesmo objetivo de assinalar a prioridade do descobrimento, foram também colocados padrões por Bartolomeu Dias no sudoeste de África (Dias Point) no sueste (False Island) e também no Cabo da Boa Esperança. Também Vasco da Gama terá colocado padrões na África austral (Angra de São Brás) e na costa oriental (Quelimane, ilha de Moçambique e Melinde) e nas Laquedivas (ilhéu de Santa Maria).


A Sociedade de Geografia de Lisboa conseguiu recuperar, no século passado, três padrões de Diogo Cão e um de Bartolomeu Dias, parecendo perdidos os de Vasco da Gama.


Um marco de pedra deixado pelos portugueses em 1501, considerado o mais antigo monumento preservado do Brasil, batizado oficialmente de Marco de Touros, é objeto de culto por ser considerado, pela população local, uma "pedra santa" capaz de fazer curas milagrosas.[2]





Referências




  1. ↑ «Padrão de Santo Agostinho». Sociedade de Geografia de Lisboa. Consultado em 30 de setembro de 2012 


  2. ↑ Marco português de 1501 vira objeto de culto milagroso no RN



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  • Imagem actual (Nov-2011) do padrão da foz do rio Zaire



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