Jarid Arraes









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Jarid Arraes


Jarid Arraes em Maio de 2017
Nascimento

12 de fevereiro de 1991 (27 anos)
Juazeiro do Norte
Nacionalidade
brasileira
Ocupação
escritora, cordelista e poeta
Influências




Principais trabalhos



  • As Lendas de Dandara

  • Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis

  • Um buraco com meu nome



Página oficial

http://jaridarraes.com/

Jarid Arraes (Juazeiro do Norte, 12 de fevereiro de 1991) é uma escritora, cordelista e poeta brasileira, autora dos livros As Lendas de Dandara, Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis e Um buraco com meu nome. Atualmente vive em São Paulo (SP), onde criou o Clube da Escrita Para Mulheres. Até o momento, tem mais de 60 títulos publicados em Literatura de Cordel, incluindo a coleção Heroínas Negras na História do Brasil.[1][2]




Índice






  • 1 Biografia


  • 2 Lista de obras


  • 3 Referências


  • 4 Ligações externas





Biografia |


Desde a infância teve forte contato com a literatura, sobretudo pela influência do seu avô, Abraão Batista, e de seu pai, Hamurabi Batista, ambos cordelistas e xilogravadores (artistas de xilogravura). Cresceu entre manifestações de cultura tradicional nordestina, frequentando o Centro de Cultura Popular Mestre Noza,[3] associação de artesãos que existe até hoje, mas suas influências literárias não se limitaram ao cordel; leitora de grandes poetas, buscava os livros de Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, Manuel Bandeira e Ferreira Gullar como principais interesses. No entanto, foi percebendo, enquanto crescia, que seu acesso a obras de escritoras era precário, o que lhe trouxe motivação para pesquisar e conhecer mulheres que marcaram a história não só como autoras e poetas, mas nas mais diversas áreas do conhecimento, principalmente mulheres negras, que percebia serem ainda mais esquecidas das escolas e mídia.


Começou a publicar seus escritos aos 20 anos de idade, no blog Mulher Dialética. Logo passou a colaborar em blogs como o Blogueiras feministas e o Blogueiras Negras e em 2013 se tornou colunista da Revista Fórum, onde manteve o blog Questão de Gênero até Fevereiro de 2016.[4] Na Revista Fórum, atuava também como jornalista e escrevia matérias sobre as mais diversas ramificações dos Direitos Humanos, como feminismo, movimentos de luta contra o racismo, direitos LGBT, entre outros.


Jarid morou em Juazeiro do Norte/CE até 2014 e participou de coletivos regionais, como o Pretas Simoa (Grupo de Mulheres Negras do Cariri) e o FEMICA (Feministas do Cariri), o qual fundou. Em dezembro de 2014 mudou-se para São Paulo, onde passou a fazer parte da ONG Casa de Lua até o seu fechamento.


Em Julho de 2015, Jarid Arraes publicou As Lendas de Dandara, seu primeiro livro em prosa e em edição independente que contou com ilustrações de Aline Valek. Em menos de 1 ano, a tiragem foi completamente esgotada e a obra foi republicada em dezembro de 2016 pela Editora de Cultura. O livro nasceu da necessidade de resgatar a história de Dandara dos Palmares, contada como esposa de Zumbi dos Palmares, e tem a proposta de misturar lendas e fantasia com fatos históricos sobre a luta quilombola no período da escravidão no Brasil.[5]


Jarid Arraes também criou o Clube da Escrita Para Mulheres em outubro de 2015, realizando encontros periódicos com o objetivo de encorajar mulheres que escrevem ou desejavam começar a escrever.[6] O Clube da Escrita Para Mulheres é um projeto gratuito que se expandiu em 2017 e se tornou um coletivo contando com a participação de outras integrantes e escritoras.


Além do livro As Lendas de Dandara, suas obras mais conhecidas são os cordéis da Coleção Heroínas Negras da História do Brasil; neles, são resgatadas biografias de grandes mulheres negras que marcaram a história brasileira, como Antonieta de Barros, Carolina Maria de Jesus, Tereza de Benguela, Laudelina de Campos Melo, entre outras. A autora também possui cordéis infantis, como “A menina que não queria ser princesa” e “A bailarina gorda” e “Os cachinhos encantados da princesa”.


Em Junho de 2017, Jarid lançou o livro “Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis” pela Pólen Livros e realizou eventos de lançamento em São Paulo e no Rio de Janeiro, ambos recorde de vendas da Blooks Livraria com exemplares totalmente esgotados.[7][8] Ainda em 2017, no dia 12 de outubro, a atriz e cantora Thalma de Freitas apresentou um espetáculo musical interpretando o livro “Heroínas Negras Brasileiras” na casa Jazz nos Fundos localizada em São Paulo/SP.[9]


Em Julho de 2018, Jarid Arraes lançou seu primeiro livro de poesia,Um buraco com meu nome, publicado pelo selo Ferina, do qual se tornou curadora.[10] O livro foi apresentado pela primeira vez durante a FLIP (Festival Literário Internacional de Paraty). A autora foi também a responsável pelas ilustrações de sua obra.


O selo Ferina, da editora Pólen, foi lançado em Maio de 2018 com a proposta de publicar autoras brasileiras. Um Conselho Editorial de mulheres foi formado com profissionais de diversas áreas, incluindo a escritora Márcia Wayna Kambeba, autora indígena, a autora de literatura afrobrasileira Cidinha da Silva, a coordenadora do Museu Afro Brasil Neide Almeida, a designer e ilustradora Raquel Matsushita, a ilustradora venezuelana Valentina Fraiz, a jornalista Jéssica Balbino, a poeta Estela Rosa, a acadêmica em Literatura Heloisa Buarque de Hollanda, a livreira e coordenadora do projeto Leia Mulheres Juliana Gomes, a intelectual Jaqueline Gomes de Jesus e a jornalista Lizandra Magon de Almeida, da Pólen Editora. A formação inicial do Conselho Editorial do selo Ferina representou um marco em diversidade para o mercado editorial brasileiro, por trazer uma autora indígena, autoras negras, uma intelectual transexual, diversidade etária, entre outras.[11]


Já colaborou com diversos portais e revistas, entre eles a revista Caros Amigos e a revista Blooks, teve poesias publicadas em veículos como a Revista Parênteses e a Revista Gueto. Também escreveu o cordel Chega de Fiu Fiu em parceria com a ONG Think Olga e o titulo "Informação Contra o Machismo" em parceria com a Artigo 19.[12][13]



Lista de obras |



  • Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis: Desde 2012, a autora Jarid Arraes tem se dedicado a desvendar a história das mulheres negras que fizeram a História do Brasil. E não bastava conhecer essas histórias, era preciso torná-las acessíveis e fazer com que suas vozes fossem ouvidas. Para isso, Jarid usou a linguagem poética tipicamente brasileira da literatura de cordel. E vendeu milhares de seus cordéis pelo Brasil, alertando para a importância da multiplicidade de vozes e oferecendo exemplos de diversidade para as mulheres atuais. Neste livro, reunimos 15 dessas histórias, que ganharam uma nova versão da autora e a beleza das ilustrações de Gabriela Pires.


  • As Lendas de Dandara: Na sociedade do período do açúcar, a casa-grande era a residência do senhor de engenho. Seu conforto contrastava de modo gritante com a miséria e as péssimas condições de higiene das senzalas, onde moravam os escravos. O tratamento dado a eles era cruel, envolvendo castigos sangrentos, ataques sexuais e dolorosas explorações físicas e mentais. Afinal, eles não passavam de semoventes – criaturas que se moviam por si, como os cavalos, as vacas e os cachorros da fazenda. E que podiam ser vendidos, trocados, emprestados ou doados, como qualquer outro animal na posse do senhor branco. É contra essa estrutura odiosa que se ergue Dandara dos Palmares, guerreira e companheira de Zumbi, que luta à frente das formações de palmarinos dispostos a reconquistar a liberdade de a dignidade para si e para seus irmãos escravizados. As Lendas de Dandara é um romance que busca preencher lacunas de uma história do Brasil que nunca foi bem contada.


  • Um buraco com meu nome: Em seu livro de estreia na poesia, a escritora e cordelista Jarid Arraes dedica seus poemas àqueles que não encontram matilha. Àqueles que procuram um buraco para chamar de seu – talvez toca, talvez a cova íntima que nem sempre encontramos quando precisamos de abrigo. Nas quatro partes do livro – Selvageria, Fera, Corpo Aberto e Caverna – Jarid cava fundo, com unhas e presas, em busca desse lugar.

Suas outras produções são cordéis que abordam temas biográficos e historiográficos acerca de histórias de " heroínas negras brasileiras"; além de cordéis infantis e uma série recente de Lendas da África. São 60 cordéis assinados pela autora.



Referências




  1. «Como cordéis estão sendo usados para debater questões sociais nas escolas - Educação - BOL Notícias». noticias.bol.uol.com.br. Consultado em 10 de março de 2018 


  2. «Cordelista e feminista: Jarid Arraes, protesto contra a opressão». Trip 


  3. «Jarid Arraes: "Escrevo para honrar minha ancestralidade"». cartacapital.com.br. Consultado em 13 de abril de 2018 


  4. «Questão de Gênero - Revista Fórum». Revista Fórum 


  5. «Jarid Arraes, Dandara e a tradição popular - Revista Fórum». Revista Fórum. 26 de agosto de 2015 


  6. «Clube da Escrita para Mulheres» 


  7. «Apagadas da história, heroínas negras se tornam protagonistas em coletânea de cordéis». revistacult.uol.com.br. Consultado em 10 de março de 2018 


  8. «Quando uma escritora negra independente é recorde de lançamento». medium.com. Consultado em 13 de abril de 2018 


  9. «Noite ÁfricaBrasil com Thalma de Freitas e Yannick Delass». Consultado em 13 de abril de 2018 


  10. «Novo selo enfoca questões femininas». publishnews.com.br 


  11. «Selo Ferina estreia com conselho editorial exclusivo de mulheres». catracalivre.com.br 


  12. «Chega de Fiu Fiu: ciberfeminismo contra o assédio sexual» (PDF). Consultado em 13 de abril de 2018 


  13. «Questão de gênero e acesso à informação». Consultado em 13 de abril de 2018 



Ligações externas |



  • Sítio oficial

  • A Lendas de Dandara



  • Portal das mulheres
  • Portal da literatura
  • Portal do Ceará



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