Jarid Arraes









NoFonti.svg


Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes confiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto. (desde março de 2018) Ajude a melhorar esta biografia providenciando mais fontes confiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes confiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)




























Jarid Arraes


Jarid Arraes em Maio de 2017
Nascimento

12 de fevereiro de 1991 (27 anos)
Juazeiro do Norte
Nacionalidade
brasileira
Ocupação
escritora, cordelista e poeta
Influências




Principais trabalhos



  • As Lendas de Dandara

  • Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis

  • Um buraco com meu nome



Página oficial

http://jaridarraes.com/

Jarid Arraes (Juazeiro do Norte, 12 de fevereiro de 1991) é uma escritora, cordelista e poeta brasileira, autora dos livros As Lendas de Dandara, Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis e Um buraco com meu nome. Atualmente vive em São Paulo (SP), onde criou o Clube da Escrita Para Mulheres. Até o momento, tem mais de 60 títulos publicados em Literatura de Cordel, incluindo a coleção Heroínas Negras na História do Brasil.[1][2]




Índice






  • 1 Biografia


  • 2 Lista de obras


  • 3 Referências


  • 4 Ligações externas





Biografia |


Desde a infância teve forte contato com a literatura, sobretudo pela influência do seu avô, Abraão Batista, e de seu pai, Hamurabi Batista, ambos cordelistas e xilogravadores (artistas de xilogravura). Cresceu entre manifestações de cultura tradicional nordestina, frequentando o Centro de Cultura Popular Mestre Noza,[3] associação de artesãos que existe até hoje, mas suas influências literárias não se limitaram ao cordel; leitora de grandes poetas, buscava os livros de Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, Manuel Bandeira e Ferreira Gullar como principais interesses. No entanto, foi percebendo, enquanto crescia, que seu acesso a obras de escritoras era precário, o que lhe trouxe motivação para pesquisar e conhecer mulheres que marcaram a história não só como autoras e poetas, mas nas mais diversas áreas do conhecimento, principalmente mulheres negras, que percebia serem ainda mais esquecidas das escolas e mídia.


Começou a publicar seus escritos aos 20 anos de idade, no blog Mulher Dialética. Logo passou a colaborar em blogs como o Blogueiras feministas e o Blogueiras Negras e em 2013 se tornou colunista da Revista Fórum, onde manteve o blog Questão de Gênero até Fevereiro de 2016.[4] Na Revista Fórum, atuava também como jornalista e escrevia matérias sobre as mais diversas ramificações dos Direitos Humanos, como feminismo, movimentos de luta contra o racismo, direitos LGBT, entre outros.


Jarid morou em Juazeiro do Norte/CE até 2014 e participou de coletivos regionais, como o Pretas Simoa (Grupo de Mulheres Negras do Cariri) e o FEMICA (Feministas do Cariri), o qual fundou. Em dezembro de 2014 mudou-se para São Paulo, onde passou a fazer parte da ONG Casa de Lua até o seu fechamento.


Em Julho de 2015, Jarid Arraes publicou As Lendas de Dandara, seu primeiro livro em prosa e em edição independente que contou com ilustrações de Aline Valek. Em menos de 1 ano, a tiragem foi completamente esgotada e a obra foi republicada em dezembro de 2016 pela Editora de Cultura. O livro nasceu da necessidade de resgatar a história de Dandara dos Palmares, contada como esposa de Zumbi dos Palmares, e tem a proposta de misturar lendas e fantasia com fatos históricos sobre a luta quilombola no período da escravidão no Brasil.[5]


Jarid Arraes também criou o Clube da Escrita Para Mulheres em outubro de 2015, realizando encontros periódicos com o objetivo de encorajar mulheres que escrevem ou desejavam começar a escrever.[6] O Clube da Escrita Para Mulheres é um projeto gratuito que se expandiu em 2017 e se tornou um coletivo contando com a participação de outras integrantes e escritoras.


Além do livro As Lendas de Dandara, suas obras mais conhecidas são os cordéis da Coleção Heroínas Negras da História do Brasil; neles, são resgatadas biografias de grandes mulheres negras que marcaram a história brasileira, como Antonieta de Barros, Carolina Maria de Jesus, Tereza de Benguela, Laudelina de Campos Melo, entre outras. A autora também possui cordéis infantis, como “A menina que não queria ser princesa” e “A bailarina gorda” e “Os cachinhos encantados da princesa”.


Em Junho de 2017, Jarid lançou o livro “Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis” pela Pólen Livros e realizou eventos de lançamento em São Paulo e no Rio de Janeiro, ambos recorde de vendas da Blooks Livraria com exemplares totalmente esgotados.[7][8] Ainda em 2017, no dia 12 de outubro, a atriz e cantora Thalma de Freitas apresentou um espetáculo musical interpretando o livro “Heroínas Negras Brasileiras” na casa Jazz nos Fundos localizada em São Paulo/SP.[9]


Em Julho de 2018, Jarid Arraes lançou seu primeiro livro de poesia,Um buraco com meu nome, publicado pelo selo Ferina, do qual se tornou curadora.[10] O livro foi apresentado pela primeira vez durante a FLIP (Festival Literário Internacional de Paraty). A autora foi também a responsável pelas ilustrações de sua obra.


O selo Ferina, da editora Pólen, foi lançado em Maio de 2018 com a proposta de publicar autoras brasileiras. Um Conselho Editorial de mulheres foi formado com profissionais de diversas áreas, incluindo a escritora Márcia Wayna Kambeba, autora indígena, a autora de literatura afrobrasileira Cidinha da Silva, a coordenadora do Museu Afro Brasil Neide Almeida, a designer e ilustradora Raquel Matsushita, a ilustradora venezuelana Valentina Fraiz, a jornalista Jéssica Balbino, a poeta Estela Rosa, a acadêmica em Literatura Heloisa Buarque de Hollanda, a livreira e coordenadora do projeto Leia Mulheres Juliana Gomes, a intelectual Jaqueline Gomes de Jesus e a jornalista Lizandra Magon de Almeida, da Pólen Editora. A formação inicial do Conselho Editorial do selo Ferina representou um marco em diversidade para o mercado editorial brasileiro, por trazer uma autora indígena, autoras negras, uma intelectual transexual, diversidade etária, entre outras.[11]


Já colaborou com diversos portais e revistas, entre eles a revista Caros Amigos e a revista Blooks, teve poesias publicadas em veículos como a Revista Parênteses e a Revista Gueto. Também escreveu o cordel Chega de Fiu Fiu em parceria com a ONG Think Olga e o titulo "Informação Contra o Machismo" em parceria com a Artigo 19.[12][13]



Lista de obras |



  • Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis: Desde 2012, a autora Jarid Arraes tem se dedicado a desvendar a história das mulheres negras que fizeram a História do Brasil. E não bastava conhecer essas histórias, era preciso torná-las acessíveis e fazer com que suas vozes fossem ouvidas. Para isso, Jarid usou a linguagem poética tipicamente brasileira da literatura de cordel. E vendeu milhares de seus cordéis pelo Brasil, alertando para a importância da multiplicidade de vozes e oferecendo exemplos de diversidade para as mulheres atuais. Neste livro, reunimos 15 dessas histórias, que ganharam uma nova versão da autora e a beleza das ilustrações de Gabriela Pires.


  • As Lendas de Dandara: Na sociedade do período do açúcar, a casa-grande era a residência do senhor de engenho. Seu conforto contrastava de modo gritante com a miséria e as péssimas condições de higiene das senzalas, onde moravam os escravos. O tratamento dado a eles era cruel, envolvendo castigos sangrentos, ataques sexuais e dolorosas explorações físicas e mentais. Afinal, eles não passavam de semoventes – criaturas que se moviam por si, como os cavalos, as vacas e os cachorros da fazenda. E que podiam ser vendidos, trocados, emprestados ou doados, como qualquer outro animal na posse do senhor branco. É contra essa estrutura odiosa que se ergue Dandara dos Palmares, guerreira e companheira de Zumbi, que luta à frente das formações de palmarinos dispostos a reconquistar a liberdade de a dignidade para si e para seus irmãos escravizados. As Lendas de Dandara é um romance que busca preencher lacunas de uma história do Brasil que nunca foi bem contada.


  • Um buraco com meu nome: Em seu livro de estreia na poesia, a escritora e cordelista Jarid Arraes dedica seus poemas àqueles que não encontram matilha. Àqueles que procuram um buraco para chamar de seu – talvez toca, talvez a cova íntima que nem sempre encontramos quando precisamos de abrigo. Nas quatro partes do livro – Selvageria, Fera, Corpo Aberto e Caverna – Jarid cava fundo, com unhas e presas, em busca desse lugar.

Suas outras produções são cordéis que abordam temas biográficos e historiográficos acerca de histórias de " heroínas negras brasileiras"; além de cordéis infantis e uma série recente de Lendas da África. São 60 cordéis assinados pela autora.



Referências




  1. ↑ «Como cordéis estão sendo usados para debater questões sociais nas escolas - Educação - BOL Notícias». noticias.bol.uol.com.br. Consultado em 10 de março de 2018 


  2. ↑ «Cordelista e feminista: Jarid Arraes, protesto contra a opressão». Trip 


  3. ↑ «Jarid Arraes: "Escrevo para honrar minha ancestralidade"». cartacapital.com.br. Consultado em 13 de abril de 2018 


  4. ↑ «Questão de Gênero - Revista Fórum». Revista Fórum 


  5. ↑ «Jarid Arraes, Dandara e a tradição popular - Revista Fórum». Revista Fórum. 26 de agosto de 2015 


  6. ↑ «Clube da Escrita para Mulheres» 


  7. ↑ «Apagadas da história, heroínas negras se tornam protagonistas em coletânea de cordéis». revistacult.uol.com.br. Consultado em 10 de março de 2018 


  8. ↑ «Quando uma escritora negra independente é recorde de lançamento». medium.com. Consultado em 13 de abril de 2018 


  9. ↑ «Noite ÁfricaBrasil com Thalma de Freitas e Yannick Delass». Consultado em 13 de abril de 2018 


  10. ↑ «Novo selo enfoca questões femininas». publishnews.com.br 


  11. ↑ «Selo Ferina estreia com conselho editorial exclusivo de mulheres». catracalivre.com.br 


  12. ↑ «Chega de Fiu Fiu: ciberfeminismo contra o assédio sexual» (PDF). Consultado em 13 de abril de 2018 


  13. ↑ «Questão de gênero e acesso à informação». Consultado em 13 de abril de 2018 



Ligações externas |



  • Sítio oficial

  • A Lendas de Dandara



  • Portal das mulheres
  • Portal da literatura
  • Portal do Ceará



Popular posts from this blog

Feedback on college project

Albești (Vaslui)

Futebolista